O pastor Sérgio Emílio Meira Santos, da Igreja Batista da Graça em Vitória da Conquista (BA) foi demitido da função de líder religioso de sua congregação após defender um jovem homossexual que estaria sofrendo constrangimentos em virtude de sua orientação sexual.
O pastor compareceu à delegacia para prestar queixa contra o que considera uma prática homofóbica ocorrida dentro de sua congregação.
Segundo o religioso, um adolescente de 16 anos que é membro da igreja estaria sendo alvo de hostilidade de membros da igreja.
Santos relatou à delegada Carla Rodrigues que membros do Conselho Deliberativo da Igreja, citando a ex-vereadora e vice-presidente do Conselho, Helita Figueira, teriam manifestado publicamente durante um culto da igreja sua insatisfação quanto à frequência do jovem homossexual na congregação.
O pastor relatou em sua denúncia que a presença do jovem homossexual motivou uma reunião do conselho.
Na ocasião, o líder religioso defendeu que, com base nas Escrituras Sagradas, não poderia, “em hipótese nenhuma”, negar a frequência do adolescente aos cultos, inclusive na condição de músico.
Após a reunião, Santos recebeu em casa uma carta assinada pelos membros do conselho informando sobre sua demissão sumária do cargo.
A alegação era de que o líder não estaria cumprindo de forma eficaz suas atribuições com pastor.
Santos, no entanto, acredita que os argumentos foram apenas a tentativa de formar uma “nuvem de fumaça” para encobrir os reais motivos da demissão.
Criminalização da homofobia
Grupos LGBT estão se mobilizando para que seja aprovado o projeto de lei PLC 122 no Senado.
O projeto criminaliza a homofobia em todo o Brasil, caracterizando como crime a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.
A proposta da ex-deputada Iara Bernardi (SP), já está completando dez anos de tramitação no Congresso.
Ela vem gerando polêmica e é objeto de discordâncias entre lideranças das bancadas religiosas e movimentos pró-homossexuais.
Enquanto as primeiras argumentam que não é necessária uma lei específica para isso e temem o cerceamento das liberdades de expressão e de culto, os últimos defendem o projeto argumentando que ele pode ajudar a combater os crimes cometidos contra homossexuais.
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